Segundo boletim da Defesa Civil, nível do Rio Acre chegou a 2,83 metros nesta segunda-feira (8). Na última sexta (5), manancial ficou abaixo da marca pela 1ª vez em 2026.
Por Walace Gomes, Pâmela Celina, g1 AC e Rede Amazônica Acre — Rio Branco
08/06/2026 21h07 Atualizado há 14 horas
Em meio à falta de chuvas e previsão de redução nos próximos meses, o Rio Acre ficou abaixo dos três metros nesta segunda-feira (8) com 2,83 metros na capital acreana, segundo medição da Defesa Civil Municipal às 5h. No mesmo dia no ano passado, a medição era de 2,44 metros.
Em uma semana, o Rio Acre baixou 40 centímetros na capital acreana. Na última sexta-feira (5), o nível do manancial entrou, pela primeira vez em 2026, na marca abaixo de três metros, com 2,96 metros.
Ao g1, o coordenador da Defesa Civil Municipal, o tenente-coronel Cláudio Falcão, afirmou que a marca registrada na sexta é considerada a quarta pior do Rio Acre no período, nos últimos dez anos.
“Estamos com a medição que perde apenas para 2016 e 2024, que teve uma marca menor no período”, destacou.
Desde a última segunda-feira (1º), a capital não teve registro de chuvas e o mês segue com previsão de 39,4 milímetros . Diante do cenário, existe a possibilidade do manancial atingir níveis críticos durante a estiagem deste ano.
“Devido à falta de chuva, vamos ficar cada com menos água e também não devemos ter um aumento de nível do manancial, sem falar nos impactos da seca e estiagem fora do rio. Daqui para os próximos meses é só ladeira abaixo”, alertou Falcão.
Ainda segundo a Defesa Civil da capital, os níveis mais críticos podem ocorrer entre agosto e setembro. O órgão também monitora a possibilidade do Rio Acre se aproximar de marcas históricas da seca, como a atingida em setembro de 2024, quando o manancial atingiu 1,23 metro, a menor cota já registrada.
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Rio Acre chega em setembro de 2024 chegou ao menor nível já registrado — Foto: Jardel Angelim/Rede Amazônica
Naquele ano, junho acumulou apenas 21,1 milímetros de chuva em Rio Branco, o equivalente a 34% do volume esperado para o mês. Com a falta de precipitações, o Rio Acre entrou em rápida vazante e atingiu 1,23 metros em setembro e estabeleceu a menor cota da série histórica.
A seca afetou o abastecimento de água em comunidades urbanas e rurais, dificultou a navegação em regiões isoladas e contribuiu para o aumento das queimadas e dos problemas respiratórios provocados pela fumaça.
